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Prefeitos da oposição denunciam: o
governo do Estado estaria usando convênios feitos a partir do
empréstimo de R$ 366 milhões, contraído junto ao Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para beneficiar municípios
administrados por partidos aliados e principalmente para favorecer
prefeituras do Partido dos Trabalhadores (PT).
Levantamento
feito pela reportagem, a partir do cruzamento de informações do Diário
Oficial com dados fornecidos pela Associação dos Municípios do Araguaia e
Tocantins (Amat), revela que na região sul do Estado há indícios fortes
de discriminação de prefeitos não alinhados ao governo.
A
análise dos convênios publicados e dos valores liberados mostrou que,
dos 38 municípios associados à Amat, 31 tiveram convênios assinados e
publicados antes do início da proibição por conta do calendário
eleitoral. O valor total desses convênios somaria cerca de R$ 70
milhões. O governo liberou, até agora, 10% desse valor - cerca de R$ 7
milhões. O detalhe é que do total liberado, 86% foram repassados para cinco prefeituras do PT.
Temendo
represália, prefeitos ouvidos pelo DIÁRIO preferiram não ser
identificados, mas afirmaram que há preocupação com esse padrão de
distribuição dos recursos que, se for mantido, prejudicará cidades
administradas por adversários políticos do governo. A
suspeita é de uso eleitoreiro do dinheiro que poderia estar sendo
trocado por apoio à governadora Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição.
Dos 31 associados da Amat que tiveram os convênios analisados pela
reportagem, Conceição do Araguaia e Xinguara, administradas pelo PT,
foram as mais bem aquinhoadas até agora. Conceição do Araguaia assinou
dois convênios com o Estado para pavimentação de ruas. O valor total foi
de R$ 5,9 milhões. Já foram liberados R$ 2,9 milhões. Xinguara,
administrada pelo petista David Passos, foi uma das poucas cidades que
recebeu metade do valor total previsto para ser repassado pelo Estado. O
município assinou dois convênios que somam R$ 6 milhões e já recebeu R$
3 milhões.
BNDESOs
outros municípios petistas da região beneficiados foram Jacundá,
Parauapebas e Sapucaia. Com Jucundá foram assinados três convênios para
pavimentação de ruas, recuperação de vicinais e compra de uma
caminhonete cabine dupla para a prefeitura. Já foram liberados R$ 115
mil. O maior volume - cerca de R$ 1,5 milhão - ainda está a liberar.
Para
Parauapebas foram liberados R$ 100 mil de um total de R$ 5,6 milhões.
Sapucaia recebeu R$ 100 mil e ainda tem R$ 1,6 milhão a receber. O
detalhe é que enquanto prefeitos não aliados reclamam por estarem sendo
discriminados os petistas também têm queixas. Eles criticam o ritmo de pagamento de convênios, considerado lento.
Na
região sul do Estado, o governo liberou recursos também para Abel
Figueiredo, administrado pelo PP do deputado federal Gerson Peres, e
para Breu Branco e Marabá, administradas pelo PR do candidato a
vice-governador, Anivaldo Vale. Saíram recursos também para Cumaru do
Norte (PDT) e para Redenção (PTB). Todos esses
municípios são administradas por prefeitos filiados a partidos que
estão na coligação “Frente Popular Acelera Pará”, que tem Ana Júlia como
candidata. “Nenhum prefeito da oposição recebeu recursos no sul do
Estado”, diz um prefeito que não quer ser identificado. Dos
partidos que estão fora da aliança governista, apenas o PMDB teve
prefeituras beneficiadas: Água Azul do Norte e Curionópolis, para onde
foram liberados R$ 100 mil - R$ 50 mil para cada uma.
Pelo
projeto que autorizou o Estado a contrair o empréstimo de R$ 366
milhões junto ao BNDES, 51% devem ser destinados às prefeituras.
Os
recursos do BNDES só vão cair na conta do Estado por volta de 15 de
agosto. Porém, com o período eleitoral batendo às portas, o governo
decidiu antecipar parte do dinheiro usando para isso recursos do próprio
Tesouro e do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE).
A
expectativa é que o restante seja liberado tão logo o recurso caia na
conta do Estado, mas só poderá ir para obras já licitadas e convênios em
andamento. Quem não atende a essa condição poderá apontar áreas para
que o governo faça o investimento direto ou poderá aguardar o fim das
restrições da lei eleitoral para receber os recursos.
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Mais uma da Ana Jujuba Capeta...
Domingo, 01/08/2010, 10h43
Convênios com o Estado só favorecem o PT
Prefeitos da oposição denunciam: o
governo do Estado estaria usando convênios feitos a partir do
empréstimo de R$ 366 milhões, contraído junto ao Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para beneficiar municípios
administrados por partidos aliados e principalmente para favorecer
prefeituras do Partido dos Trabalhadores (PT).
Levantamento
feito pela reportagem, a partir do cruzamento de informações do Diário
Oficial com dados fornecidos pela Associação dos Municípios do Araguaia e
Tocantins (Amat), revela que na região sul do Estado há indícios fortes
de discriminação de prefeitos não alinhados ao governo.
A
análise dos convênios publicados e dos valores liberados mostrou que,
dos 38 municípios associados à Amat, 31 tiveram convênios assinados e
publicados antes do início da proibição por conta do calendário
eleitoral. O valor total desses convênios somaria cerca de R$ 70
milhões. O governo liberou, até agora, 10% desse valor - cerca de R$ 7
milhões. O detalhe é que do total liberado, 86% foram repassados para cinco prefeituras do PT.
Temendo
represália, prefeitos ouvidos pelo DIÁRIO preferiram não ser
identificados, mas afirmaram que há preocupação com esse padrão de
distribuição dos recursos que, se for mantido, prejudicará cidades
administradas por adversários políticos do governo. A
suspeita é de uso eleitoreiro do dinheiro que poderia estar sendo
trocado por apoio à governadora Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição.
Dos 31 associados da Amat que tiveram os convênios analisados pela
reportagem, Conceição do Araguaia e Xinguara, administradas pelo PT,
foram as mais bem aquinhoadas até agora. Conceição do Araguaia assinou
dois convênios com o Estado para pavimentação de ruas. O valor total foi
de R$ 5,9 milhões. Já foram liberados R$ 2,9 milhões. Xinguara,
administrada pelo petista David Passos, foi uma das poucas cidades que
recebeu metade do valor total previsto para ser repassado pelo Estado. O
município assinou dois convênios que somam R$ 6 milhões e já recebeu R$
3 milhões.
BNDESOs
outros municípios petistas da região beneficiados foram Jacundá,
Parauapebas e Sapucaia. Com Jucundá foram assinados três convênios para
pavimentação de ruas, recuperação de vicinais e compra de uma
caminhonete cabine dupla para a prefeitura. Já foram liberados R$ 115
mil. O maior volume - cerca de R$ 1,5 milhão - ainda está a liberar.
Para
Parauapebas foram liberados R$ 100 mil de um total de R$ 5,6 milhões.
Sapucaia recebeu R$ 100 mil e ainda tem R$ 1,6 milhão a receber. O
detalhe é que enquanto prefeitos não aliados reclamam por estarem sendo
discriminados os petistas também têm queixas. Eles criticam o ritmo de pagamento de convênios, considerado lento.
Na
região sul do Estado, o governo liberou recursos também para Abel
Figueiredo, administrado pelo PP do deputado federal Gerson Peres, e
para Breu Branco e Marabá, administradas pelo PR do candidato a
vice-governador, Anivaldo Vale. Saíram recursos também para Cumaru do
Norte (PDT) e para Redenção (PTB). Todos esses
municípios são administradas por prefeitos filiados a partidos que
estão na coligação “Frente Popular Acelera Pará”, que tem Ana Júlia como
candidata. “Nenhum prefeito da oposição recebeu recursos no sul do
Estado”, diz um prefeito que não quer ser identificado. Dos
partidos que estão fora da aliança governista, apenas o PMDB teve
prefeituras beneficiadas: Água Azul do Norte e Curionópolis, para onde
foram liberados R$ 100 mil - R$ 50 mil para cada uma.
Pelo
projeto que autorizou o Estado a contrair o empréstimo de R$ 366
milhões junto ao BNDES, 51% devem ser destinados às prefeituras.
Os
recursos do BNDES só vão cair na conta do Estado por volta de 15 de
agosto. Porém, com o período eleitoral batendo às portas, o governo
decidiu antecipar parte do dinheiro usando para isso recursos do próprio
Tesouro e do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE).
A
expectativa é que o restante seja liberado tão logo o recurso caia na
conta do Estado, mas só poderá ir para obras já licitadas e convênios em
andamento. Quem não atende a essa condição poderá apontar áreas para
que o governo faça o investimento direto ou poderá aguardar o fim das
restrições da lei eleitoral para receber os recursos
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